
É difícil distanciar-me do prazer para descrever o prazer. Mas tento sempre, acrescentando uma ou outra metáfora, comparando manifestações corporais de desejo com singelos cenários, lugares comuns, clichés muitas vezes usados até à exaustão. É difícil não sentir no bater entusiasmado das teclas, o perfume dos resquícios de momentos que me invadem e me destroem por dentro, dilacerando-me o peito e fazendo o coração pujante e latejante saltar para fora, libertando-se e gritando ao mundo que a paixão é o que me consome, que o desejo é o que me move, que a luxúria é o que me preenche. Sinto-o no momento...