
Mesmo se houvesse mais, ela não queria saber. Todos os caminhos pelos quais enveredasse, a conduziam ao prazer de o sentir, ao deleite de o saborear. Degustava-o muitas vezes mesmo não o tendo ali. Conseguia, apenas usando a sua imaginação, apenas recorrendo à memória e às imagens repartidas pela sua mente, fazê-lo consubstanciar-se-lhe no paladar, fazendo-a escorrer e desejar tomar-lhe o gosto ensandecendo-lhe as papilas gustativas, fustigando-lhe o corpo com a vontade frenética de o ter entregue à sua boca. Gozava em pleno do direito que tinha de sonhar, de imaginar, de o acariciar enquanto...