
Olha para ti, olha bem. Olha e vê o que eu vejo. O espelho do desejo reflecte o sabor e a carícia, a carícia que gosto de te sentir sentir, o prazer que gosto de te sentir sentir. Olha para ti, olha bem. Olha e vê como te gosto de ter em mim, como gosto de me lambuzar de ti, de me impregnar do teu líquido, de saborear o que escorre de ti com a vontade que a saudade criou e hiperbolizou. Olha para ti, olha bem. Olha e vê o que eu sinto. Está-me descrito nos olhos que furiosos te atropelam em ânsia de te devorar. Dizes-me, entre gemidos que estou sempre cheia de vontade. Quem me pode recriminar?...